Jeff Koons: Do Kitsch à Fama
Escrito em 20/03/2013, 13:27 por Emmanouil Gerakinis

Jeff Koons é um dos artistas mais reconhecidos dos dias de hoje. As suas reproduções de objetos banais, como Balloon Dog em aço inoxidável, são reconhecidas mundialmente e as suas peças têm sido vendidas pelo preço mais alto alguma vez pago por um artista vivo, com um recorde de $33,682,500 por Tulips, num leilão da Christie's em Novembro do ano passado, em Nova Iorque.

Nascido americano, Koons foi um apaixonado pelas artes desde cedo e um fã incondicional de Salvador Dali, tendo mesmo acabado por deixar crescer um bigode semelhante ao do pintor surrealista. Estudou pintura na Escola do Instituto de Arte de Chicago e na Faculdade do Instituto de Arte de Maryland. Na década de 1970, começou a criar e a dominar gradualmente a arte da escultura, sendo The Rabbit (1986) uma de suas obras mais famosas. Na verdade, acabou por reinventar essa peça em diferentes tamanhos e formas ao longo da sua carreira.

Koons trabalhou a série Banality no final da década de 80. Concentrou-se na escultura e criou três estátuas em folha de ouro de Michael Jackson na companhia do seu animal de estimação Bubbles, tendo uma delas sido vendida por 5.6 milhões de dólares durante um leilão da Sotheby´s. Mais tarde foi contratado por três comerciantes de arte para criar uma peça que estaria fora da sua galeria na Alemanha. Puppy foi feito em proporções gigantescas, coberto por uma variedade de flores, tendo sido reposto mais tarde no terraço do Museu Guggenheim em Bilbao. Um dos seus últimos trabalhos é Celebration, uma série de 20 esculturas e pinturas em grande escala entre os quais se encontram Balloon Dog, Sacred Heart e Tulips, em diferentes cores vibrantes. A série foi concebida em 1994, mas devido ao seu tamanho, demorou quase uma década para ser concluída.

O seu trabalho tem certamente dividido a crítica. Alguns consideram-no um génio da arte pop, enquanto outros rejeitam-no como simples kitsch, mas Koons sempre deixou claro que a sua arte, na realidade, é apenas aquilo que aparenta e que não contém qualquer significado secreto.

Fotos: Creative Commons (Maurice King, TheGirlsNY, Scott Dexter, Dalbera, Noebse)

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Once Upon a Town: Colorir África do Sul
Escrito em 21/01/2013, 14:18 por Movimento Moda

Os artistas urbanos Falko One e Rasty juntaram-se no último ano para mudar a paisagem de Manre e Pella, duas pequenas vilas no coração do seu país, África Do Sul. Durante dezasseis dias, os dois pintores criaram quarenta coloridos murais capazes de estimular as comunidades e adicionar um interesse turístico a estes lugares injustamente esquecidos.

Ao promover workshops e ao envolver activamente os moradores no projecto, conseguiram contar uma verdadeira história sobre as pessoas, a cultura e as paisagens destes sítios através de uma absoluta galeria viva. "Eu, antes de mais nada, quero torná-lo verdadeiramente Sul-Africano, implementando a ideia em cidades e vilas que, no final, possam ser um testemunho do nosso país diverso", refere Falko sobre este promissor projeto.

"Once Upon a Town" vai continuar este ano com uma segunda edição. AbbottsDale, uma pequena vila perto de Malmesbury será coberta de cor e inspiração durante o próximo mês de Março, seguindo-se de uma exposição em Durbanville Hills.

Fotos: © Andy Royal Photography (andyroyalphotography.co.za)

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Debaixo da Pele de Victorine Müller
Escrito em 19/12/2012, 14:50 por Movimento Moda

Victorine Müller é conhecida pelas suas enormes e impressionantes esculturas insufláveis em PVC de animais e outras formas orgânicas, mas a verdadeira magia do seu trabalho começa com a presença da própria artista suíça. Müller veste regularmente estas almas etéreas e diferentes, revelandas em performances algo espirituais onde o som e a imagem são combinados para cativar um público contemplativo. A artista permanece de forma pacífica dentro das criaturas transparentes e brilhantes, permitindo que os pessoas estabeleçam uma ligação muito íntima com ela e sua escultura cristalina.

"Estou interessada em criar momentos de sensibilidade, momentos em que as nossas defesas estão em baixo e estamos abertos a coisas novas. (...) Eu crio zonas, apresento imagens, mostro processos que tocam o espectador, que invocam associações a vários níveis e as transportam para um estado diferente, de modo que coisas ocultas se possam tornar visíveis, acessíveis, abrindo possibilidades - para demonstrar algo que não é dito e não pode ser dito, mas que é."

Victorine Müller

Victorine Müller/Kunstkeller Bern

Victorine Müller/Simon Egli

Victorine Müller/Tina b.

Victorine Müller/Kunstkeller Bern

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Declarações em Néon de Olivia Steele
Escrito em 05/12/2012, 18:02 por Movimento Moda

A artista americana residente em Londres Olivia Steele usa a luz para contar uma história, ao mesmo tempo que questiona a cultura e os valores contemporâneos. Ao colocar mensagens manuscritas de luz de néon com um um discurso íntimo e provocativo em lugares inusitados, como velhos muros degradados ou rios, Olivia estimula os espectadores a questionar o mundo à sua volta e a desafiar os seus próprios preconceitos.

Olivia combina também as suas mensagens de vidro de néon com imagens contrastantes e icónicas. Donatella Versace surge por trás de um inesperado "Poor but Sexy" e uma bomba atómica faz o assombroso convite "Wish you were here". Seja nas paredes da galeria ou nas ruas, Olivia traz sempre uma nova abordagem Pop que desperta e cativa. Faça-se luz, mas neon.

Fotos: © Olivia Steele

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O retrato da Viela de Red
Escrito em 30/11/2012, 16:42 por Movimento Moda

Depois de se mudar para a moderna e cosmopolita cidade de Xangai, a arquiteta Hong Yi, também conhecida como Red, deparou-se com um pedaço de tradição num velho beco residencial, onde as pessoas ainda secavam as suas roupas usando varas de bambu atravessadas nas janelas. A visão das formas e das diferentes cores ao longo da viela fascinou a artista e inspirou-a na criação de um retrato de Zhang Yimou, um célebre realizador de cinema chinês, conhecido por reflectir a beleza da cultura tradicional chinesa nos seus filmes.

Conhecida por enveredar pela escolha de materiais alternativos no seu trabalho, Hong começou por experimentar usar várias peças de roupa, acabando por se decidir a usar meias. 750 pares foram moldados em forma de diamante e presos em conjunto para criar a imagem desejada. Durante a instalação, percebeu que a peça era pesada demais e o desenho tornou-se distorcido. Vizinhos e amigos apareceram e todos tinham uma ideia de como poderia funcionar. A comunidade juntou-se e estava bastante entusiasmada para ajudar na conclusão do trabalho.

O resultado final foi finalmente alcançado após 3 semanas de projecto e montagem. Hong ficou satisfeita por completá-lo e ver os diferentes ângulos criados por sombras ao longo do dia.

Fotos: © Oh I see Red!

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Os Diários de Pink Glove
Escrito em 08/10/2012, 11:41 por Movimento Moda

Para a ilustrador placa Pink Glove, a ilustração é uma forma simples de relaxar após um longo dia de trabalho como designer de interiores. Funcionando como um diário pessoal, os seus desenhos refletem a sua vida quotidiana e uma profunda paixão pela música, que a acompanha constantemente. As letras de músicas de Radiohead, Nine Inch Nails ou Pulp ficam consigo até que sejam transpostas para imagens muito simples,ainda que detalhadas, em tonalidades neutras.

Embora tenham uma aparência orgânica e pareçam desenhados à mão, todos os seus trabalhos são totalmente digitais, produzidos usando um Tablet Pentagram e o Corel Painter. Inspirada por ilustradores de Lyfestyle dos anos 60 como Coby Whitmore, Herb Tauss and Andy Virgil, Pink Glove traz-nos ambientes sonhadores com uma atmosfera vintage, dando-nos um curioso vislumbre da sua imaginação brilhante.

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Ekaterina Koroleva: Sonhos em Retrato
Escrito em 18/09/2012, 17:25 por Sara Alves Corceiro

A ilustradora Berlinense Ekaterina Koroleva leva-nos para o mundo do glamour com os seus cenários sonhadores e elegantes. Os seus desenhos em caneta preta de linhas fortes e quebradas são salpicados com toques etéreos de aguarela em pastel, criando rendados retratos femininos com uma atmosfera retro que nos coloca diretamente nos anos 60. Raparigas ao estilo Hepburn com longos pescoços e elaborados penteados são envoltas numa explosão de sofisticadas peças em traços de cor. O que pode ser mais elegante?

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Eduarda no País das Maravilhas
Escrito em 01/09/2012, 23:48 por Sara Alves Corceiro

Malas, sapatos, t-shirts e outros tantos objectos são a tela de Eduarda Silva, que por eles dissemina as suas personagens de olhar doce e traço ingénuo. Recorrendo a referências do quotidiano, as suas ilustrações são salpicadas por coloridos animais e objectos triviais do dia-a-dia, criando universos paralelos que tanto têm de belo como de misterioso.

Com canetas de tecido ou tintas acrílicas, Eduarda recupera peças vintage ou dá uma vida diferente àquelas que pouca alma tinham, utilizando muitas vezes outros materiais para criar volumes, como as rendas ou os botões. Com muita cor e talento, Eduarda enche e encanta o mundo à sua volta.

Fotos: Eduarda Silva

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Emoções da Dança por Mike Campau
Escrito em 14/08/2012, 13:47 por Movimento Moda

Para Mike Campau, trabalhar como diretor criativo e artista-chefe é definitivamente uma forma de obter imagens sublimes e detalhadas com fortes conceitos que nos levam facilmente para um outro mundo onde a cultura pop se mistura com referências surrealistas.

"Motion in Air" captura um único momento no tempo na rotina de diferentes dançarinos e transforma-o numa fabulosa escultura com a ajuda de ondas criadas em CGI que representam os seus movimentos e estilo.

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Moda em Flor por Daryl Feril
Escrito em 13/08/2012, 10:15 por Movimento Moda

Recentemente formado em Arte Publicitária, Daryl Feril foi capaz de compreender a importância de experimentar com diferentes estilos e materiais durante sua vida académica. A experimentaçãp ajudou-o a desenvolver o seu potencial criativo para a indústria da publicidade e da produção artística e foi um caminho necessário para conseguir encontrar sua própria identidade.

Este designer e ilustrador filipino sempre se sentiu inspirado pela moda, pela natureza e pelas pessoas que vê todos os dias. Os padrões e cores que o rodeiam levam-no a criar ilustrações detalhadas que misturam esboços desenhados à mão com a técnicas digitais de uma forma sublime. "Brands in Full Bloom" foi provavelmente a sua primeira experiência com técnicas mistas e, eventualmente, acabou por definir o seu estilo muito particular e surpreendente.

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